OPINIÃO: A final única na Libertadores é capaz de dar errado, mas tomara que a Conmebol siga copiando a Uefa

Por Franklin Berwig

Entendo a critica à final única, pelos motivos que todos já disseram. Mas, é injusto generalizar, condenar que se copie acertos da Uefa. Se não, a Libertadores ainda seria aquela grandiosa porcaria que durou até a edição 2000. Só de lembrar, já dá calafrios:

– Apenas dois times por país, ambos no mesmo grupo, se enfrentando logo de cara;
– Três classificados por chave, com apenas 1 eliminado em cada uma;
– O campeão entrava nas oitavas-de-final;
– Era proibido que clubes de um mesmo país chegassem às semifinais.

Vão continuar copiando algumas coisas que não se adequam à realidade sul-americana. Mas esses erros ainda valem todos os benefícios que as ideias de uma confederação organizada trouxeram pra (cada vez menos) varzeana Conmebol, que andou melhorando. Há que se reconhecer:

– Libertadores o ano inteiro;
– Sorteio com nomes de quase todos os clubes (faltou só Chile 4);
– Copa Sul-Americana valorizada;
– Recopa vai se fixando no calendário (disputada durante a Pré-Libertadores).

Tudo isso, muito graças às ideias aplicadas pela Uefa na Liga dos Campeões da Europa.

Uma eventual final de Libertadores nos EUA causará estranheza de início, é claro. Mas clubes brasileiros foram disputar Mundial nos Emirados Árabes (!) e no Marrocos (!?), e seus torcedores não ligaram nem um pouco. Antes de 1980, aliás, imaginar um Mundial no Japão era bizarro. “Ah, mas é muito longe pra viajar até a final lá no Chile”. Emirados é perto, então? No último Mundial, MILHARES de gremistas estavam lá.

Agora, é impressionante como a final única da Libertadores, decisão pela qual não morro de amores, aliás, despertou ira até contra TIMES ENTRAREM JUNTOS em campo. Sobrevive a cultura da guerra, da pedrada na cabeça e das finais em pocilgas como a do Lanús.

Gostar de um futebol mais raiz, mais viril, não precisa fazer você se esquecer das boas maneiras; não precisa fazer você pensar que é pra trás que se anda. A entrada conjunta em campo é simbólica, de que aquilo é uma disputa esportiva, não um conflito armado. Mas, dar bom exemplo pra quê, não é mesmo?

Imagem: conmebol.com/Divulgação

Imagem: conmebol.com/Divulgação

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