OPINIÃO: Três mudanças + urgentes na Libertadores que a final única

Por Franklin Berwig

Nos sou dos que desprezam a final única da Libertadores, em campo neutro, a partir de 2019. Tenho minhas desconfianças, mas até acho que, com o passar dos anos, pode acabar agradando. No entanto, vejo mudanças mais urgentes a serem feitas na competição. Aí vão 3:

1. DESPOLITIZAÇÃO DO NÚMERO DE VAGAS

Antes do ano 2000, cada país tinha direito ao mesmo número de vagas na Libertadores. A competição, felizmente, evoluiu. Hoje, o Brasil é o país com + vagas, seguido pela Argentina. Mas, depois deles, ainda são todos iguais: Uruguai e Colômbia, por exemplo, tem o mesmo número de equipes, na Libertadores, que a inexpressiva Venezuela e que outros países que nunca conquistaram o torneio, como Peru e Bolívia.

Está mais do que na hora de haver uma diferenciação a partir de um ranking misto entre histórico e momento.

2. ENCURTAMENTO DA PRÉ-LIBERTADORES

Não acho ruim que tenha havido o inchaço da Libertadores para 47 clubes. O grande problema é que são muitos pré-classificados à fase de grupos: 28. Assim, 19 times precisam “se matar” até sobrarem 4. Tem equipe que faz 6 jogos antes da fase de grupos, mesmo número de partidas que fará nessa etapa, se chegar lá. É urgente que se tenha um número menor de pré-classificados. Tecnicamente, não faz sentido Venezuela, Bolívia e Peru já terem, cada um, 2 times garantidos nos grupos.

Fossem 22 pré-classificados, poderia se fazer o seguinte: dos 25 times da Pré-Libertadores, 10 disputariam uma 1ª fase, classificando-se 5, que se juntariam aos 15 pré-classificados à 2ª e última etapa antes dos grupos. Desses 20, sairiam os 10 que completariam as chaves.

Minha sugestão para os 22 pré-classificados aos grupos:

Campeão da Libertadores anterior – 1 vaga
Campeão da Sul-Americana – 1 vaga
1º país no ranking Conmebol – 4 vagas
2º país no ranking – 3 vagas
3º ao 7º no ranking – 2 vagas (10 no total)
8º ao 10º – 1 vaga (3 no total)

Caso a Conmebol quisesse manter o critério político, com 4 vagas para cada país com exceção de Brasil e as Argentina, as 25 vagas da Pré-Libertadores poderiam ficar assim:

Direto na 2ª fase
1º, 2º, 8º, 9º e 10º do ranking – 2 vagas (10 no total)
3º ao 7º – 1 vaga (5 no total)

Na 1ª fase
1 time de cada país (10 no total)

3. SORTEIO FEITO DEPOIS DA PRÉ-LIBERTADORES

O grande barato de disputar uma competição internacional, por óbvio, é enfrentar clubes de outros países. No Brasil, por exemplo, uma equipe da Série A enfrenta a outra, no mínimo, duas vezes na temporada, podendo ampliar os duelos para Copa do Brasil e, até, Estadual. Com o sorteio sendo dos grupos sendo feito previamente à realização da Pré-Libertadores, acabam acontecendo aberrações como as de 2017 (Flamengo e Atlético-PR na mesma chave) e 2018 (Cruzeiro e Vasco no mesmo grupo).

Com a Libertadores sendo realizada o ano inteiro e, a partir de 2019, com uma data a menos, devido à final única, daria tempo suficiente de realizar a Pré-Libertadores e, só depois, fazer o sorteio dos grupos, ainda mais se fosse encurtada essa fase prévia, como sugerimos no item 2 deste post.

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