Dividida, “Iugoslávia” obteve seu melhor resultado em Copas, diferentemente da Tchecoslováquia

A chegada da Croácia, em 2018, à sua primeira final de Copa do Mundo marca o maior sucesso de uma ex-república iugoslava na História da competição. A Croácia chegou mais longe que a própria Iugoslávia, duas vezes semifinalista, em 1930 e 1962.

A antiga Iugoslávia começou a ser dissolvida em 1991, com a criação dos estados da Croácia, da Eslovênia e da Macedônia. Em 1992, num processo que durou até 1998, ocorreu a independência da Bósnia. Em 2006, de Montenegro, quando a Iugoslávia deixou de ser Sérvia e Montenegro – jogou a Copa de 2006 sob essa denominação – até restar a Sérvia.

Como Iugoslávia, foram 9 participações em Copas do Mundo:

– 2 quartos lugares: 1930 e 1962
– 3 chegadas às quartas-de-final: 1954, 1958 e 1990
– 1 chegada à segunda fase (entre os 8 melhores): 1974
– 1 eliminação nas oitavas: 1998
– 2 eliminações na primeira fase: 1950 e 1982

Para a Fifa, a Sérvia é a herdeira esportiva da Iugoslávia.

A Copa de 1998, que ainda contou com a Iugoslávia, foi a primeira com a participação de uma nação que surgiu do território iugoslavo. E essa nação foi mais longe que a “mãe” naquela edição. Enquanto a Iugoslávia foi eliminada pela Holanda, nas oitavas, a Croácia derrotou, dentre outros, a Alemanha, terminando em terceiro, posição que a Iugoslávia perdeu em 1930 e 1962, respectivamente, para Estados Unidos e Chile.

Desde 1998 – em 1994, a Iugoslávia estava suspensa pela Fifa devido à Guerra Civil -, há a presença de duas seleções “iugoslavas” na Copa. Nas 4 Copas realizadas entre 2002 e 2014, essas novas nações não passaram da fase de grupos:

– 2002: Croácia, Eslovênia
– 2006: Croácia, Sérvia e Montenegro
– 2010: Eslovênia, Sérvia
– 2014: Bósnia, Croácia

Em 2018, além da Croácia, a Sérvia esteve no Mundial, tendo terminado em terceiro na chave do Brasil, com uma vitória, diante da Costa Rica. Já a Croácia chegou à sua primeira final vencendo os 3 adversários da primeira fase (Nigéria, Argentina e Islândia) e eliminando Dinamarca, Rússia e Inglaterra.

Esse processo de fortalecimento do antigo futebol do país, mesmo com a dissolução, se deu ao contrário com a Tchecoslováquia. Antes da divisão, em República Tcheca e Eslováquia, a Tchecoslováquia participou de 8 Copas, com os seguintes resultados:

– 2 vices: 1934 e 1962
– 2 chegadas às quartas: 1938 e 1990
– 4 eliminações na primeira fase: 1954, 1958, 1970 e 1982

Ainda como Tchecoslováquia, o país jogou as eliminatórias de 1994, mas não passou das eliminatórias. Em 1998, República Tcheca e Eslováquia participaram da fase de qualificação pela primeira vez. Ficaram na mesma chave, mas foram superados por Espanha e Iugoslávia.

Em 2002, as duas novas nações novamente pararam nas eliminatórias. A República Tcheca chegou a alcançar a repescagem.

A única participação da República Tcheca em Copas se deu em 2006. Ela não passou da fase de grupos, tendo sido superada por Gana e Itália. Para a Fifa, a República Tcheca é a herdeira esportiva da Tchecoslováquia.

Em 2010, foi a vez da única participação eslovaca. Esta, com mais sucesso. A Eslováquia eliminou a Itália na fase de grupos e caiu nas oitavas, para a Holanda.

Em 2014 e 2018, nem República Tcheca nem Eslováquia obtiveram classificação para as Copas.

EM RESUMO

Desde que ocorreu a primeira divisão da Iugoslávia, sempre duas nações “do país” estão na Copa do Mundo – são 6 Mundiais, incluindo 2018. Uma dessas nações (Croácia) foi a duas semifinais, incluindo uma final, coisa que a antiga Iugoslávia jamais conseguiu.

Desde que ocorreu a divisão da Tchecoslováquia, nessas mesmas 6 Copas (1998 a 2018), os país que se originaram dela estiveram presente em apenas 1 terço dos Mundiais: 1 com a República Tcheca e 1 com a Eslováquia. E o melhor resultado foi uma chegada à fase de oitavas-de-final.

 

 

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