Só 1 de cada 5 clubes profissionais teve calendário decente em 2018

Às portas de se iniciar uma nova temporada no futebol brasileiro, apenas 19,9% dos clubes profissionais do país sabem que terão calendário nacional em 2018. Isso considerando a Série ‘D’ como calendário nacional, mesmo que a maioria dos clubes atue apenas 6 vezes pela competição e encerre sua participação já na metade do ano.

Na temporada 2018, 642 clubes disputaram alguma divisão de campeonato estadual. Destes, apenas 128 estiveram em alguma série nacional. Arredondando, 4 em cada 5 clubes profissionais do Brasil jogaram apenas o campeonato estadual e, alguns, a deficitária copinha de segunda semestre das federações, que inexiste na maior parte dos estados.

Diferentemente de modelos sustentáveis como o alemão e o inglês, a regionalização da Série ‘D’, a última divisão brasileira, é precária. Na primeira fase, os clubes são obrigados a viajar a 3 estados diferentes. A CBF subsidia as viagens, mas limita em 68 o número de clubes participantes.

Se as primeiras fases da Série ‘D’ fossem mais regionalizadas, 100% estaduais, seria possível acabar com as copinhas de segunda semestre e envolver o maior número possível de clubes num torneio nacional. Não haveria sequer a necessidade de encontro, em semifinais e finais, com clubes de outras regiões do país, o que, hoje, é um desperdício, pois, quando a equipe alcança a semifinal, o acesso está garantido e o torneio passa a ser um mero amistoso.

Dividindo a Série ‘D’ em 4 grandes regiões (por exemplo, Centro-Sul, Sudeste, Norte e Nordeste), seria possível apontar 1 campeão em cada uma, com acesso à Série ‘C’. E os campeões dos grupos estaduais, nas primeiras fases, poderiam se garantir na Copa do Brasil.

Em 2018, dos 642 clubes que jogaram alguma divisão estadual, 582 não disputaram as Séries ‘A’, ‘B’ ou ‘C’ do Brasileirão. Desses 582, imaginemos 384 disputando a Série ‘D’ (em vez dos 68 atuais): 96 em cada região, com 16 grupos de 6 equipes. Classificando-se dois time por chave, após 5 mata-matas, estaria apurado o campeão regional. Cada equipe faria entre 10 e 20 partidas.

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Poderia-se inclusive, aumentar para 8 o número de equipes em cada uma das 16 chaves de cada região. Assim, estariam envolvidos 512 clubes (divididos em 4 regiões com 128 cada), e as equipes fariam entre 14 e 24 partidas.

NÚMERO DE CLUBES NOS ESTADUAIS EM 2018

SP – 92 clubes (16 A1, 16 A2, 20 A3, 40 B)
RJ – 69 clubes (16 A, 20 B1, 15 B2, 18C)
RS – 39 clubes (12 A, 16 Acesso, 11 Segundona)
MG – 36 clubes (12 Mód. I, 12 Mód. II, 12 Segunda Div.)
PR – 31 clubes (12 Primeira, 10 Segunda, 9 Terceira)
CE – 29 clubes (10 A, 10 B, 9 C)
GO – 28 clubes (10 Primeira, 10 Segunda, 8 Terceira)
SC – 28 clubes (10 A, 10 B, 8 C)
SE – 27 clubes (10 A1, 17 A2)
PE – 26 clubes (11 A1, 15 A2)
PA – 25 clubes (10 Primeira, 15 Segunda)
DF – 23 clubes (12 A, 11 B)
PB – 22 clubes (10 Primeira, 12 Segunda)
BA – 16 clubes (10 Primeira, 6 Segunda)
ES – 16 clubes (10 A, 6 B)
TO – 16 clubes (6 A, 10 B)
MS – 15 clubes (10 A, 5 B)
MA – 14 clubes (8 A, 6 B)
RN – 14 clubes (8 A, 6 B)
AL – 13 clubes (9 A, 4 B)
AM – 13 clubes (8 A, 5 B)
MT – 13 clubes (10 A, 3 B)
AC – 10 clubes (8 A, 2 B)
RO – 8 clubes (todos na A)
RR – 8 clubes (todos na A)
PI – 6 clubes (todos na A)
AP – 5 clubes (todos na A)

A Portuguesa/SP foi um dos quase mais de 500 clubes profissionais do Brasil que não jogou alguma série nacional em 2018. Foto: Divulgação

 

 

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